O Açaí e o Potássio - Doenças Renais



Sou fanático por açaí, assim como minha filha.

Pesquisando sobre a composição do açaí, descobri que ele possui uma alta concentração de potássio, e que, portanto, deve ser evitado por doentes renais.

A concentração de potássio por 100 g de açaí chega a 932 mg, o que é considerado muio alto. Deve ser observada também a alta concentração de Fósforo, prejudicial para o donte renal.


Abaixo uma tabela com esta composição:

Tabela Nutricional para 100 gramas de açaí
Proteínas 13,0 g 
Ferro 26,0 mg
Fibras 34,0 g 
Fósforo 227,0 mg
Sódio 56,4 mg 
Vitamina C 17,0 mg
Potássio 932,0 mg 
Vitamina E 45,0 mg
Cálcio 286,0 mg 
Lipídios 17,0 g
Magnésio 174,0 mg 
Glicídios 36,0 g
Valor Calórico total 349 kcal 
Fonte: Universidade Federal do Pará, através do seguinte endereço: 
http://www.sposito.com.br/artigoroberta.asp

Apesar disto, ele trás diversos benefícios que podem ser usufruídos por quem não tem problemas com concentração de potássio:

Ajuda a reduzir a pressão arterial
Atua no balanço e na distribuição da água no organismo
Age no relaxamento muscular
Atua na manutenção do equilíbrio ácido-base
Participa dos processos de regulação das atividades neuromusculares

Se o consumo de potássio por alguém for baixo, o seu organismo corre muitos riscos. A falta de potássio no sangue é conhecida por hipocalemia e pode levar seu corpo a quadros de risco:

Distensão abdominal
Cãibras
Vômitos
Diminuição dos reflexos
Dispneia (também conhecida como falta de ar)
Sensação de formigamento na pele
Dilatação do coração
Mudanças na frequência de batimentos cardíacos (arritmia cardíaca)

Mas o excesso também pode trazer malefícios a seu corpo. A ingestão ideal para adultos é de 4.700 miligramas de potássio por dia. Portanto, preste atenção na quantidade que os alimentos que você ingere possui de potássio em sua composição. Os problemas que ocorrem pelo excesso são:

Distúrbios cardíacos
Alterações nas movimentações musculares
Confusão mental

Fonte:
http://www.acaifrooty.com.br/blog/potassio-a-importancia-do-sal-mineral-no-organismo-humano/

Altas concentrações de potássio (Merck)


A hipercaliemia (valor elevado de potássio sanguíneo) é uma concentração de potássio no sangue superior a 5 miliequivalentes (mEq) por litro de sangue.

Em geral, a concentração elevada de potássio no sangue é mais perigosa do que a baixa. Uma concentração superior a 5,5 mEq por litro de sangue começa por afectar o sistema de condução eléctrica do coração. Se o nível no sangue continuar a aumentar, o ritmo cardíaco torna-se anormal e o coração pode deixar de bater.

A hipercaliemia verifica-se em geral quando os rins não excretam potássio suficiente. É provável que a causa mais frequente de hipercaliemia ligeira seja o uso de medicamentos que evitam a sua excreção através dos rins, como o triamterene, a espironolactona e os inibidores do enzima conversor da angiotensina.

A hipercaliemia também pode ser provocada pela doença de Addison, na qual as glândulas supra-renais não produzem quantidades suficientes das hormonas que estimulam os rins para excretar potássio. (Ver secção 13, capítulo 146) A doença de Addison é uma causa cada vez mais frequente de hipercaliemia, devido ao aumento de pessoas com SIDA que apresentam problemas nas suas glândulas supra-renais.

Uma insuficiência renal, parcial ou completa, pode causar uma hipercaliemia grave. Por isso, os indivíduos com função renal deficiente devem evitar os alimentos com alto conteúdo de potássio.

A hipercaliemia também pode verificar-se quando uma grande quantidade de potássio sai repentinamente do interior das células; isso pode acontecer quando se destrói uma grande quantidade de tecido muscular (como num esmagamento) e em casos de queimaduras graves ou de sobredose de cocaína crack. A chegada rápida de potássio ao sangue pode ultrapassar a capacidade dos rins para o excretar e pode causar uma hipercaliemia potencialmente mortal.

Sintomas

A hipercaliemia ligeira provoca poucos ou nenhum sintoma. Em geral, diagnostica-se pela primeira vez quando se fazem análises de sangue ou quando se notam alterações num electrocardiograma. Em alguns casos, podem-se manifestar sintomas como um batimento cardíaco irregular, que pode ser percebido como palpitações.

Tratamento

O tratamento imediato é essencial quando a concentração de potássio no sangue aumenta acima de 5 mEq por litro, num indivíduo com mau funcionamento renal, ou acima de 6 mEq por litro, numa pessoa com funcionamento renal normal.
Pode-se eliminar o potássio do corpo através do aparelho digestivo, dos rins ou por meio da diálise. Também se pode eliminar induzindo diarreia ou com a ingestão de um preparado que contenha uma resina que absorve o potássio.

Essa resina não é absorvida pelo aparelho digestivo, de maneira que o potássio sai do corpo juntamente com as fezes.
Quando os rins funcionam bem, pode-se administrar um diurético para aumentar a excreção.

Quando for necessário um tratamento ainda mais rápido, administra-se uma solução endovenosa que contenha cálcio, glicose ou insulina. O cálcio contribui para proteger o coração contra os efeitos do excesso de potássio, mas esta protecção dura apenas alguns minutos.

A glicose e a insulina conduzem o potássio desde o sangue até ao interior das células, fazendo desse modo descer a sua concentração no sangue. Quando estas medidas não surtem efeito ou em caso de disfunção renal, pode ser necessária a diálise.

Fontes de potássio
Suplementos de potássio.
Substituto do sal (cloreto de potássio).
Bananas.
Tomates.
Laranjas.
Melões.
Batatas e batata-doce.
Espinafres, nabo-verde, couve-galega verde, couve comum e outros vegetais de folhas verdes.
A maioria das ervilhas e dos feijões.

Outra fonte sobre Açaí: Wikipedia

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